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6out2020

Bolinhas brancas na gengiva do bebê: O que pode ser?

Ser mãe de um recém-nascido é sinônimo de atenção aos mínimos detalhes. Afinal, qualquer alteração pode comprometer a saúde do pequeno e interferir no desenvolvimento. Por isso que tantas mamães ficam preocupadas quando, por volta dos primeiros meses de vida, aparecem bolinhas brancas na gengiva ou no palato (céu da boca) do bebê.  Se você está com essa dúvida, pode ficar tranquila que este texto está recheado de boas notícias.

Essas pequenas pápulas, que podem ter coloração branca, branca-amarelada ou até mesmo acinzentada, são inofensivos cistos de inclusão que costumam aparecer na mucosa do recém-nascido. Eles são totalmente assintomáticos, ou seja, não geram dores ou desconfortos para o bebê. Segundo os estudos clínicos, essas bolinhas são encontradas em 75% dos neonatos, sendo classificadas de acordo com a localização: Nódulos de Bohn, quando estão nas gengivas, ou Pérolas de Epstein, se aparecerem no palato. 

Devo me preocupar com as bolinhas brancas na gengiva?

Esta é a boa notícia do texto: essas pequenas alterações somem normalmente e não precisam ser medicadas. A melhor maneira de entender isso é conhecendo a origem destes pequenos cistos.  Os Nódulos de Bohn são remanescentes da lâmina dentária que permaneceram na mucosa após a formação dos dentes. O cisto é o meio pelo qual o próprio corpo trata de expulsar esses resíduos.

Já as Pérolas de Epstein são remanescentes do tecido epitelial que ficaram retido na região do palato durante do desenvolvimento do feto. Resumindo, essas alterações não são símbolos de infecções causadas por corpos estranhos, mas apenas uma etapa natural do desenvolvimento do bebê.

Os cistos costumam aparecer em grupos de dois a seis e podem variar de 1 a 3 mm de tamanho. Na maioria dos casos, eles somem ainda no primeiro mês de vida, porém, existem muitos relatos de cistos tardios que parecem até abcessos.

Então a minha dica é muito pontual: Apareceram bolinhas brancas pequenas durante o primeiro mês, basta observar e esperar que elas desapareçam. Caso elas durem até o terceiro mês, ou aumentem de tamanho, é importante dar uma passada no consultório. Pode ser que eu precise fazer uma pequena incisão para eliminar o cisto.

O que não pode acontecer é ficar preocupada em casa sem ter a informação correta. Em caso de dúvida, entre em contato e agende uma consulta para que esclarecer pessoalmente tudo sobre a saúde bucal do seu filho. Tel.: (11) 2669-8991 ou WhatsApp: (11) 97663-3878

29jul2019

Traumas de dentista e a importância da primeira consulta

Você chega com o seu filho para fazer a primeira consulta dele no odontopediatra já naquela apreensão de que tudo dê certo. O profissional chama para dentro do consultório, mas ao invés de ir para a cadeira de atendimento e já colocar as luvas, senta-se diante de uma mesa e começa a fazer uma série de perguntas. Às vezes, passa mais de meia hora de consulta e nada de abrir a boca do pequeno. Será que está certo isso?

Pois é, muitos pais que aparecem pela primeira vez aqui no consultório acabam estranhando os procedimentos desse encontro. Acostumados com o ritmo acelerado do cotidiano, às vezes, até questionam que o tempo está passando e a criança ainda nem abriu a boca. Porém, toda essa conduta faz parte e acaba auxiliando bastante durante o processo.

Existem dois fatores que influenciam diretamente no resultado de um tratamento odontológico, independentemente da idade: planejamento e colaboração. Quando falamos de atendimento infantil, esses pilares são ainda mais relevantes uma vez que a formação das estruturas ainda não está completa, o que exige mais cuidado no planejamento, e a colaboração é ainda mais complicada. São justamente esses os principais aspectos tratados no primeiro encontro, que nem sempre são percebidos pelo acompanhante.

Anamnese é a base do planejamento

Anamnese é o termo usado na área da saúde para a primeira entrevista com o paciente. Nela, o profissional levanta informações do histórico médico do  paciente que juntamente com o exame clínico ajudarão a compor o diagnóstico. 

É na anamnese que o profissional, muitas vezes, detecta a origem do problema, uma informação extremamente relevante para desenvolver o tratamento. Os responsáveis precisam responder atentamente todas as perguntas, sem esconder nenhum detalhe. Às vezes, pensamos que não vale a pena mencionar algo, mas a chave para a resolução do caso está justamente naquele ponto.

Durante a conversa, o odontopediatra anotará os dados que julgar importante. São essas anotações, analisadas mais calmamente depois, que servem de base para o planejamento do futuro tratamento. Qualquer erro de julgamento ou informação omitida pode dificultar a jornada do paciente.

A importância do reconhecimento e confiança

Mas não pense que a anamnese é apenas responsabilidade dos pais. O pequeno também precisará responder algumas perguntas, por exemplo, qual é o desenho que ele mais gosta, brinquedo favorito, etc. Elas podem não ter nenhuma relação com a dentição, mas representam uma etapa fundamental para estabelecer a conexão entre o profissional e a criança.

Essa é talvez a parte mais importante desse encontro. Se o pequeno não construir uma relação de amizade e confiança com o profissional, dificilmente ele vai querer abrir a boca e se sentirá vulnerável na cadeira do dentista. Nesse primeiro encontro, faço questão de me apresentar e conversar sobre as coisas que eles gostam. Alguns pais vêm com queixas pontuais, uma cárie, um dente que nasceu atrás do outro, e querem que eu resolva já nesta hora. Aí eu pergunto para vocês: Como abrir sua intimidade para quem você acabou de conhecer?

Os mais desacostumados podem até encarar esse primeiro encontro como uma “brincadeira”, mas na verdade, é algo bem sério. É justamente esse tato e leveza que criam o ambiente acolhedor que eu preciso para trabalhar ao longo do tratamento. Lembre-se: nada é feito por acaso.

Alguns profissionais optam até por usar fantasias ou uma decoração infantil no consultório. Particularmente, tenho alguns aventais infantis, como o da Turma da Mônica, mas procuro não usar tantos estímulos, porque acredito que a criança precisa entender que ali não é lugar de diversão, e sim de responsabilidade. Minha proposta é transmitir a sensação de acolhimento e fazer com que ela entenda que está ali porque precisa cuidar da própria saúde. A profilaxia, como forma de condicionamento, também é uma conduta minha nesta primeira consulta, afinal a familiarização com os “motores” começa agora, numa divertida escovação

Essa consulta provavelmente será a mais importante do tratamento. No segundo atendimento, a criança já estará habituada e disposta a colaborar com a intervenção. Nesse dia, eu escuto do responsável aquela frase que me enche de satisfação: “nossa, ela nunca abriu a boca tranquila assim para ninguém”.

Quer agendar a primeira consulta do seu pequeno? Então, entre em contato e consulte o melhor dia: (11) 2669-8991.

25abr2019

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